
O vice-governador Mateus Simões assumiu oficialmente o comando de Minas Gerais neste domingo (22), após cerimônia de transmissão de cargo realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Mais cedo, ele havia sido empossado em sessão solene na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O ato simbólico da troca de comando foi marcado pela entrega do Grande Colar da Inconfidência pelo agora ex-governador Romeu Zema ao sucessor. A honraria, a mais alta concedida pelo Estado, representa a formalização da transição de governo.
Ao se despedir do cargo após sete anos de gestão, Zema afirmou encerrar o ciclo “com a consciência tranquila e o dever cumprido” e disse confiar na continuidade da administração. Já Simões destacou o significado pessoal da posse e o desafio de conduzir o Estado. “Assumir o Governo de Minas Gerais é uma honra para qualquer pessoa”, afirmou, ao relembrar sua trajetória até o cargo.
Após a cerimônia, os dois caminharam até a saída principal do palácio, onde Zema se despediu. Em seguida, Simões recebeu convidados e falou com a imprensa.
Posse na Assembleia
A posse formal ocorreu horas antes, no plenário da ALMG, sob condução do presidente da Casa, Tadeu Martins Leite. O novo governador cumpriu os ritos previstos, como a entrega da declaração de bens, a leitura do compromisso constitucional e a assinatura do termo de posse.
A cerimônia incluiu ainda a entrega das Constituições federal e estadual ao novo chefe do Executivo, além de discursos de autoridades presentes.
Trajetória
Eleito vice-governador na chapa de Zema em 2022, Simões teve papel relevante na articulação política do governo anterior, especialmente como secretário-geral. Advogado, professor e empresário, construiu carreira no setor público e privado.
Natural de Minas Gerais, mudou-se ainda jovem para a capital após a morte dos pais. Formado em Direito pela Faculdade Milton Campos, também leciona na área jurídica. Antes de chegar ao Executivo estadual, foi vereador em Belo Horizonte e procurador concursado da ALMG.
No governo, participou de negociações consideradas estratégicas, como os acordos de reparação relacionados ao Rompimento da barragem de Brumadinho e ao desastre do Rio Doce, além de discussões sobre o equilíbrio fiscal do Estado.
Ao assumir o cargo, Simões herda uma gestão marcada por ajustes fiscais e busca manter a continuidade administrativa, em um cenário que combina desafios financeiros e demandas por ampliação de serviços públicos.
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