Baby blues e TOC são os principais transtornos em mães no pós-parto

Baby blues e TOC são os principais transtornos em mães no pós-parto

Baby blues e TOC são os principais transtornos em mães no pós-parto

Transtornos mentais não tratados no pós-parto podem oferecer riscos à mãe e ao desenvolvimento e segurança do bebê

Transtornos no puerpério: o período pode incluir baby blues, depressão pós-parto, transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático e transtorno obsessivo-compulsivo;

Causas multifatoriais: especialistas apontam que o desenvolvimento dessas condições envolve quedas hormonais, histórico emocional, exaustão, privação de sono e falta de rede de apoio;

Tratamento indicado: o acompanhamento deve ser multidisciplinar, com psicoterapia e, se necessário, medicação.

A chegada de um filho costuma ser descrita como um dos momentos mais felizes da vida de uma mulher. Para algumas, porém, pode significar um período complicado e de confusão mental.

O pós-parto é um período de alterações biológicas, psicológicas e sociais na vida de uma mulher, podendo torná-la mais vulnerável e suscetível a desenvolver transtornos psicológicos. Entre os mais comuns no puerpério estão a tristeza materna (baby blues), o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), os transtornos de ansiedade e a depressão pós-parto.

A psicóloga Alessandra Araujo, que atende em Brasília, reforça que essas doenças mais comuns podem variar em intensidade e manifestação clínica, sendo o baby blues — uma variação de humor branda e passageira — a mais leve e frequente, e a psicose pós-parto — uma emergência psiquiátrica caracterizada pela perda de contato com a realidade, delírios e alucinações —, a mais grave.

Segundo a psicóloga, o desenvolvimento desses transtornos não tem uma causa específica, mas pode ser resultado de uma complexa teia multifatorial.

“No pós-parto há uma brusca e massiva queda dos níveis de estrogênio e progesterona, o que afeta diretamente os neurotransmissores cerebrais. Isso se soma a fatores biológicos, ao histórico de vulnerabilidade emocional ou transtornos mentais prévios, além de fortes estressores psicossociais, como a exaustão extrema pela privação crônica de sono, a falta de uma rede de apoio sólida e o peso das expectativas idealizadas sobre a maternidade”, explica.

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