Diarreia transmitida pelo sexo mostra resistência a antibióticos

Diarreia transmitida pelo sexo mostra resistência a antibióticos

Diarreia transmitida pelo sexo mostra resistência a antibióticos

Casos da bactéria com resistência a vários medicamentos aumentaram nos EUA e no Reino Unido

Resistência a antibióticos: cepas da bactéria Shigella, causa de diarreia e vômitos, apresentam aumento de resistência a medicamentos em casos de transmissão sexual;

Dados nos EUA: análise do CDC identificou que 8,5% das amostras de Shigella em 2023 tinham resistência extensiva a medicamentos;

Situação no Reino Unido: estudo publicado em 8 de julho na The Lancet Infectious Diseases indica que opções de tratamento estão cada vez mais limitadas.

Uma bactéria que causa diarreia e vômitos está se tornando mais difícil de tratar em casos transmitidos por contato sexual. A Shigella, responsável por cerca de 450 mil infecções por ano nos Estados Unidos, já apresenta cepas resistentes a vários antibióticos e passou a ser identificada com mais frequência como uma infecção sexualmente transmissível (IST).

O micro-organismo pode causar shigelose, que em alguns casos evolui para disenteria, com diarreia acompanhada de sangue. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão da bactéria, inclusive por água ou alimentos contaminados, mas o contato sexual também se tornou uma via importante.

O problema tem sido observado principalmente entre homens gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens. Nessa população, algumas cepas de Shigella desenvolveram resistência a diversos antibióticos usados no tratamento.

Uma análise recente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) avaliou quase 17 mil amostras de Shigella coletadas entre 2011 e 2023. Em 2011, nenhuma das amostras apresentava resistência aos cinco antibióticos avaliados. Em 2023, as cepas com resistência extensiva a medicamentos representavam 8,5% das amostras.

A maior parte dessas versões resistentes foi identificada em homens adultos. Muitos deles não haviam viajado para outros países nos meses anteriores, o que reforça a hipótese de transmissão dentro da própria comunidade.

Evitar relações sexuais com pessoas que tiveram diarreia nas duas semanas anteriores.

Usar preservativo durante relações sexuais, incluindo sexo oral e anal.

Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis com shigelose.

Profissionais de saúde devem investigar a possibilidade de transmissão sexual em pacientes com disenteria e orientar sobre formas de prevenção.

Pesquisadores do Reino Unido encontraram uma situação semelhante. Um estudo liderado pela geneticista Kate Baker, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado em 8 de julho na revista The Lancet Infectious Diseases, identificou aumento de cepas resistentes de Shigella transmitidas sexualmente.

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