Melatonina pode reforçar tratamentos contra câncer cerebral, sugere estudo
Em laboratório, associação com quimioterápico mostrou potencial contra o glioblastoma, mas ainda precisa ser avaliada em ensaios clínicos
Estudo sobre melatonina: pesquisa de 2025 aponta potencial da substância em associação com temozolomida contra o glioblastoma em culturas de células;
Necessidade de testes: associação ainda precisa ser avaliada em ensaios clínicos para determinar possíveis benefícios a pacientes;
Limitações laboratoriais: resultados em laboratório não confirmam eficácia de suplementos de melatonina vendidos para o sono no tratamento oncológico.
A melatonina, conhecida pela relação com o sono, está sendo investigada como uma possível aliada da quimioterapia contra o glioblastoma, um câncer cerebral agressivo. Em culturas de células tumorais, a combinação do hormônio com a temozolomida apresentou um efeito superior à soma dos efeitos das substâncias utilizadas separadamente.
O resultado, descrito em uma pesquisa de 2025, indica um potencial para complementar o tratamento. A associação, porém, ainda precisa ser avaliada em ensaios clínicos para determinar se oferece benefícios aos pacientes.
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A temozolomida já foi investigada em um estudo publicado em 2005 no The New England Journal of Medicine, liderado por Roger Stupp. A pesquisa reuniu 573 pacientes de 85 centros e comparou a radioterapia isolada com a radioterapia associada ao quimioterápico. A melatonina não fez parte do tratamento avaliado.

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